Como sobreviver ao frio sem usar só moletom e nylon

Não sei se o frio de Curitiba é mais agressivo que o de Nova York ou se as Novaiorquinas sentem menos frio que nós, ou se elas aparecem na fotos de street style na neve usando pantacourt + scarpin (sem meia) + uma jaqueta de pele apenas fingindo estar tudo bem… (opção c)

O fato é que é difícil ficar quentinha e “bem-vestida/ estilosa/ bonita/ de bem com o espelho” num frio de 4ºC. Essa é uma questão comum quando eu estou nas rodinha de conversas por aí. E, sim, eu também passo por isso. Também levo tempo criando coragem de manhã pra tirar o pijama e me vestir de gente.

Por isso separei algumas dicas pra enfrentarmos as temperaturas com dignidade :)

1. Sobreposições = Dica de ouro pras curitibanas que veem o termômetro oscilar de 3ºC a 20ºC em menos de 12 horas – Se esquentou tira uma camada (ou algumas), esfriou veste novamente.

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*Detalhe importante: Quanto mais peças aparentes, mais informação no look e mais informalidade. Se o trabalho ou a ocasião pede formalidade, sobreponha peças mais finas e de barra mais curta, terminando com a mais grossa e mais longa por cima de tudo. Assim as de baixo te esquentam, mas não aparecem e não interferem no visual.

2. Botas de cano alto = Por motivos de proporção visual, eu sempre defendo as de caninho curto, mas quando o assunto é esquentar é claro que as de cano alto ganham. Porém devem chegar o mais perto possível da barra da saia ou do casaco – Pra evitar todas aquelas divisões horizontais entre bota, perna, saia e casaco, que são muito achatadoras.

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3. Tênis = Quanto mais esportivos (desses com amortecimento e estrutura forrada, que são criados pra dar conforto durante o exercício) mais quentinhos eles são. Se cabe no seu dia-a-dia aproveite!

*Adoro a proposta com pantalona de alfaiataria.

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4. Saia longa = Já contei nesse post que ela é muito bem-vinda no inverno. E pode esconder muitas coisas embaixo dela (inclusive leggings, polainas e bota).

*Alô mulherada que passa frio em festa de casamento: põe uma legging escondida aí!

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5. Meias = se ficar em dúvida sobre se o sapato pode ser usado com meia, deixe-a aparecer de vez. É melhor mostrar que ela está ali propositalmente do que ficar naquele aparece-desaparece debaixo da barra, que vai atrair muito mais atenção e “opiniões” alheias.

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6. Pashminas longas = O que importa é ter tecido suficiente pra ficar caída na frente do corpo. Principalmente se usada com algum casaco ou jaqueta aberta, faz as vezes de mais uma peça protegendo o tronco e pode ser usada por cima de tudo ou por dentro da terceira peça (como se fosse uma blusa mesmo).

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7. Dica bônus (para os pés gelados) = palmilhas de pelo – à venda nas melhores sapatarias :)

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Paz com o termômetro!

 

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Leia mais:
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Nutrição: inverno engorda?
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Cadê a criatividade que estava aqui?

“Thinking differently, taking risks + changing the approach is the only way to be creatively modern and make a difference”.

Do twitter da @francasozzani

É bem clichê dizer que devemos ser como crianças, não é? Ontem, diferentes versões dessa frase apareceram na minha timeline do FB. Sinceridade, alegria, pureza… são atributos cada vez mais “infantis” no mundo moderno, e parece que quanto mais admiramos as crianças, mais longe estamos de ser como elas.

Hoje aproveito a data pra falar de mais uma característica que pra muita gente ficou limitada ao passado: a criatividade!

Invariavelmente, crianças são criativas. Se hoje você não se acha criativa, lembre-se de que um dia você já foi.
Um dia você já brincou com um rolo de papel higiênico como se fosse um bracelete com super-poderes ou colocou a roupa da Barbie pra “lavar” num toca-fita… (experiências pessoais. kkk)

Percebi que a criança vê além dos significados impostos às coisas. Ela atribui seus próprios significados aos objetos. Conforme o interesse e necessidade dela.
Aí ela cresce e os adultos a ensinam que carros só existem se tiverem 4 rodas, que eles não voam, nem nadam. Assim elas passam a “precisar” de um avião ou um submarino pra poderem continuar a brincadeira.

Agora, volta pro mundo adulto.
Se você entra numa loja, vê um vestido tomara que caia incrível, prova e acha lindo apesar de precisar de alguns poucos ajustes e então a vendedora diz: “ah, não… isso é uma saia!” E você frustrada e envergonhada devolve a peça e vai embora em busca do vestido perfeito.

Pára tudo!

Quem deu mais importância a coisas do que à sua vida, seus interesses e necessidades? Por que não experimentar as coisas dando a elas o significado que faz sentido pra você?
Somos incomparavelmente mais importantes do que as coisas que temos. Trabalhamos pra ter nosso dinheiro, somos nós quem manda no que ele compra e pra que serve o que compramos.
Objetos existem e são feitos para utilidade nossa e não o contrário.

Na minha casa saias viram blusas, canecas viram vasos de planta, louças bonitas (e tantas vezes pouco usadas na mesa) viram saboneteiras. E assim eu me cerco de objetos que realmente têm utilidade na minha vida, que me proporcionam um visual único e me libertam de ter que comprar coisas novas muitas vezes.

Que tal parar de cumprir os mandamentos que a propaganda, a mídia e a sociedade nos impõe a respeito de coisas e começar a dar significado novo ao que está parado na nossa casa?

Resulta em impacto na nossa criatividade, na sensação de liberdade e exclusividade, no nosso bolso, na natureza (menos embalagens dispensadas, menos lixo, menos gases poluindo o ar)…

Procura um criança perto de você pra se inspirar!

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Colar que eu criei a partir de 3 cintos que tinha em casa :)

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Como o estilo acontece

Não concordo com quem diz que estilo vem de berço.
Acredito que o que pode nascer com a pessoa é coragem e uma certa atração pelo visual das coisas – combo que resulta em mais referências visuais e senso de estética mais apurado.
Mas isso pode ser construído. A diferença é que quem não tem interesse por arte, moda, fotografia, beleza, cinema ou não é um observador nato, precisa se esforçar mais pra construir e compilar essas referências.
O estilo acontece porque a gente junta toda a informação do que vemos ao nosso redor com quem somos lá dentro. Não tem nada  a ver com copiar o look de alguém, mas observar os detalhes e elementos que se combinam – ou não – e o sentimento que tudo isso gera em nós.
E na prática estilo é variável, precisa ser testado, exercitado. Precisa de autoavaliação. Não tem um certo absoluto, pode ser mutável, porque é assim que nós somos ao longo da vida toda.
Então não se preocupe em não errar. Não se preocupe com o que “a consultora aprovaria” ou aquela sua referência de mulher bem vestida pensaria se te encontrasse com tal roupa. Estilo é único e é pra você mesma. Nós, que trabalhamos com isso, podemos até dar uma ajudinha pra que você se encontre em meio às suas referências, mas não há como julgar o que é bom ou não para o outro quando não se “anda nos sapatos dele”.
Veja as irmãs Olsen ou Victoria Beckham… São grandes referências na moda hoje, mas já mudaram de visual milhares de vezes (e já foram muito criticadas). E isso é parte do caminho que elas fizeram pra chegar onde estão. É parte da construção do estilo delas.

 

olsens

 
vic

Precisa ter ousadia sim, mas o mais importante não é querer chamar atenção do outro, mas de si mesma. Ter vontade de se enxergar e se perceber mais e encontrar o que fala de quem você realmente é.
Bora exercitar!

 

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