Sobre quem detém o poder de escolha

“Lembro-me da época em que era mais jovem e perguntava aos rapazes – Está vendo alguma moça bonita?
Cheguei a me apaixonar por moças que agradavam a meus amigos, não a mim. Atualmente prefiro olhar ao vivo.
Não devemos utilizar o olhar dos outros, porque, nesse caso, existimos através do outro.
É preciso tentar existir por si mesmo.”

O texto acima é uma fala do fotógrafo cego Evgen Bavcar, no documentário Janela da Alma (recomendo muito). Um pensamento que me faz muito sentido quando se fala em estilo nos dias atuais.

gisele

Usar o que a blogger usa, comprar o que a magazine chama de Must Have, depender da personal stylist pra sempre é existir pelos olhos do outro.

Não acho que seja errado, mas precisa ser uma decisão.

Você sabe por quê consome o que consome? (seja comida, entretenimento ou roupa)

Onde tem informação, vontade, olhar treinado/em treinamento e auto-conhecimento, existe critério, existe poder de opção.

Isso é independência. É como eu me sinto empoderada. Posso escolher por mim mesma, com consciência do que isso significa.

É como eu entendo a liberdade.

Faz sentido pra você também?

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Cadê a criatividade que estava aqui?

“Thinking differently, taking risks + changing the approach is the only way to be creatively modern and make a difference”.

Do twitter da @francasozzani

É bem clichê dizer que devemos ser como crianças, não é? Ontem, diferentes versões dessa frase apareceram na minha timeline do FB. Sinceridade, alegria, pureza… são atributos cada vez mais “infantis” no mundo moderno, e parece que quanto mais admiramos as crianças, mais longe estamos de ser como elas.

Hoje aproveito a data pra falar de mais uma característica que pra muita gente ficou limitada ao passado: a criatividade!

Invariavelmente, crianças são criativas. Se hoje você não se acha criativa, lembre-se de que um dia você já foi.
Um dia você já brincou com um rolo de papel higiênico como se fosse um bracelete com super-poderes ou colocou a roupa da Barbie pra “lavar” num toca-fita… (experiências pessoais. kkk)

Percebi que a criança vê além dos significados impostos às coisas. Ela atribui seus próprios significados aos objetos. Conforme o interesse e necessidade dela.
Aí ela cresce e os adultos a ensinam que carros só existem se tiverem 4 rodas, que eles não voam, nem nadam. Assim elas passam a “precisar” de um avião ou um submarino pra poderem continuar a brincadeira.

Agora, volta pro mundo adulto.
Se você entra numa loja, vê um vestido tomara que caia incrível, prova e acha lindo apesar de precisar de alguns poucos ajustes e então a vendedora diz: “ah, não… isso é uma saia!” E você frustrada e envergonhada devolve a peça e vai embora em busca do vestido perfeito.

Pára tudo!

Quem deu mais importância a coisas do que à sua vida, seus interesses e necessidades? Por que não experimentar as coisas dando a elas o significado que faz sentido pra você?
Somos incomparavelmente mais importantes do que as coisas que temos. Trabalhamos pra ter nosso dinheiro, somos nós quem manda no que ele compra e pra que serve o que compramos.
Objetos existem e são feitos para utilidade nossa e não o contrário.

Na minha casa saias viram blusas, canecas viram vasos de planta, louças bonitas (e tantas vezes pouco usadas na mesa) viram saboneteiras. E assim eu me cerco de objetos que realmente têm utilidade na minha vida, que me proporcionam um visual único e me libertam de ter que comprar coisas novas muitas vezes.

Que tal parar de cumprir os mandamentos que a propaganda, a mídia e a sociedade nos impõe a respeito de coisas e começar a dar significado novo ao que está parado na nossa casa?

Resulta em impacto na nossa criatividade, na sensação de liberdade e exclusividade, no nosso bolso, na natureza (menos embalagens dispensadas, menos lixo, menos gases poluindo o ar)…

Procura um criança perto de você pra se inspirar!

colar

Colar que eu criei a partir de 3 cintos que tinha em casa :)

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Minha gravidez: o que valeu a pena comprar

No último sábado (28), saiu a estréia da revista de Maternidade da Gazeta do Povo com minha colaboração como entrevistada, produtora e modelo! rá.

(link para versão online aqui)

E, atendendo a pedidos, quero aproveitar pra dar mais algumas dicas baseadas na minha experiência com o guarda-roupa durante a gestação.

1) Antes de tudo: Reorganização do guarda-roupa

Normalmente o corpo começa a mudar perto do 3º mês de gestação. É a hora de tirar um dia pra pra fazer uma boa limpa nos seus cabides. Aquelas peças de cintura alta, calças de alfaiataria, blusas ajustadas de tecido plano e muitas outras coisas não vão servir por algum tempo. E a procura por uma roupa pra vestir em meio a tantas que não servem pode se tornar desesperadora na hora de sair de casa.

Essa limpa vai ter que ser atualizada com o passar dos meses. Eu fui colocando tudo numa parte alta do closet, pra não enxergar mesmo e ficar à vista só o que dava pra usar. Confesso: foi um desafio não correr pro shopping, mas facilitou muito a minha vida e a criatividade teve que ser ainda mais trabalhada com a limitação de peças.

2) Peças pra comprar em lojas de gestante

– Calças: Tirando os modelos larguinhos com cintura de elástico (e olhe lá), calças precisam ser adequadas ao corpo da gestante mesmo. Existem dois tipos: aquele com uma pala que cobre a barriga e outro com cintura bem baixa e regulagem na parte interna do cós. Eu comprei uma flare com lavagem bem clássica do segundo modelo. Na loja, a vendedora já me orientou que esse tipo de calça não duraria até o fim da gestação, mas a modelagem com pala só tinha skinny e não ficou legal pra mim. E realmente foi o que aconteceu. Apesar de eu ter engordado apenas 10 kgs, quando cheguei aos 8 meses o botão já não fechava (fiz a compra quando estava fechando o primeiro trimestre).

Pra mim não foi tanto problema pois passei minha gravidez toda no verão e precisei da calça em poucos momentos. Mas aconselho a compra da calça com pala pra quem não quiser investir em peças novas no fim da gestação.

– Vestidos de Festa: É possível que você tenha um vestido de jérsey ou de alguma malha bonita, com cintura império e que possa ser usado durante a gravidez. Mas se não for o caso, não perca tempo procurando em lojas comuns. E se a ocasião exigir uma peça bem formal, de tecido plano (tipo se você for madrinha de um casamento à noite) o ideal é comprar uma peça que realmente vista bem o seu corpo e com a qual você se sinta bem – lembre-se de que as fotos vão eternizar esse momento, então vale a pena comprar em lojas de gestante pra garantir que a roupa vai te favorecer.

Eu tive um casamento de dia e sabia que seria bem tranquilo. Comprei em loja específica, mas um modelo de malha, bem colorido e com uma leve transparência. Ficou leve, fresco e combinou com o clima da festa. Usei com um salto super alto (com 6 meses eu ainda aguentava) e depois fiz a barra pra usar com rasteirinha – foi uma ótima compra, porque já usei muito e acho que vou conseguir usar por muito tempo (Inclusive está na minha mala de maternidade, porque o decote dele também facilita a amamentação).

0261_GISLENE+ GUSTAVO_CASAMENTO

– Lingeries: As mudanças do corpo já são esperadas, mas a gente esquece que as formas demoram um pouco pra se definir. E nesse processo pode ser bem desanimador ver o quadril marcando a saia, um pneuzinho aparecendo debaixo do vestido ou aquele gordinho nas costas estragando o caimento da blusa. Eu aconselho muito a compra de lingeries modeladoras, como calcinhas-shorts com modelagem que acomodem a barriga (aquelas com cintura bem alta) e sutiãs com alça e lateral mais largas.

3) Peças que comprei em lojas comuns

Estas são peças que eu percebi que daria pra usar e depois tentar ajustar – peças com modelagem pra gestante dificilmente ficam boas ajustadas pra um corpo “normal”. Mesmo assim preferi compra-las em lojas de departamento e marcas não muito caras, just in case…

– Saia longa: Do meu guarda-roupa, aproveitei muito as saias longas, pois a maioria tinha elástico na cintura e o comprimento adequado pra usar com salto. Na gestação usei com a cintura mas alta e sem salto (perfeito), combinando com blusas por dentro + cinto ou com tops cropped. Gostei tanto que comprei mais 2 saias em tamanhos um pouco maiores pra usar até o fim da gestação.

– Macacão: Comprei um no maior tamanho que tinha pra usar com cinto embaixo do busto e deixá-lo bem larguinho mesmo. Achei o resultado mais legal do que macacões de grávida.

– Shorts: Outra peça que comprei 2 tamanhos maior do que o meu. Assim consegui usar bem em baixo da barriga e ficou bem soltinho – usando o bom senso: quanto mais curto o shorts, mais soltinho ele deve ser, ainda mais se tratando de uma futura mamãe, com coxa grossa e um shorts branco, que era o meu caso!

– Lingeries: Calcinhas novas serão necessárias e não precisam ser só as feiosas. Comprei várias de modelagem normal, mas com lateral mais larga e de renda (sem elástico, só elastano da própria renda, que não marca o corpo). O ideal é comprar um tamanho grande mesmo pra ficar confortável e não marcar as gordurinhas novas.

– Sandálias Birken: Essa divide opiniões, mas eu curto muito. O que achei ótimo nela pra essa fase foi o fato de ser mega confortável e de ter fivelas no peito do pé pra regular a largura/ altura. Além de ser fácil de vestir (porque afivelar sandálias e amarrar tênis passam a ser tarefas complicadas com uma barrigona no meio). Tem mulheres que chegam a aumentar o tamanho do calçado de tanto que os pés incham, não foi o meu caso, mas se fosse, a birken teria resolvido.

comuns

4) Peças que eu já tinha e foram bem aproveitadas

Caso a limpa inicial tenha deixado seu guarda-roupa vazio, indico comprar:

– Peças de jérsey: É uma malha fria que estica muito, mas não laceia – voltando pro lugar depois. Eu tenho vestidos e saias e usei muito durante a gravidez.

– Peças drapeadas: Blusas, saias e vestidos drapeados podem ter modelagem mais ajustadas. Assim evidenciam a gravidez, mas disfarçam as “imperfeições”.

– Calças pijama, jogging ou outras com elástico no cós: As larguinhas e que têm punho na barra funcionam melhor na gravidez, já que o cós vai ficar bem em baixo da barriga, baixando mais o gancho entre pernas e a barra. São ótimas substitutas das leggings!

– Vestidos soltinhos de tecido plano: Tecidos naturais durante o verão (como seda, linho, algodão) são ótimos pra deixar a pele respirar. E durante o inverno, os sintéticos esquentam mais.

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Quem me segue no Insta já sabia de boa parte dessas e outras dicas.

E caso queira ajuda pra montar um guarda-roupa coordenável, fácil e bonito pra usar durante a gestação é só entrar em contato comigo ;)

Leia mais:
Ser mãe está na moda
Grávida e Elegante
Ensinando os filhos a aceitarem as diferenças

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