Sobre o que é brega!

Esses dias fui convidada para uma festa brega e isso me fez pensar no significado dessa palavra.

Afinal, o que é brega?

Observando as pessoas na festa (e me divertindo muito), descobri que essa resposta é muito variável. Que o “brega” tem um conceito pessoal e intransferível.

No dicionário, brega é tudo o que está fora de moda. Mas pra conhecer o que entra nessa lista negra é preciso antes saber o que está na moda hoje!

E a resposta é: Praticamente tudo! O próprio Kitsh, que até uns anos atrás era brega, hoje é moda. Talvez seja um momento democrático, onde tudo é permitido de acordo com a conveniência a cada um.

E a chave da questão é esta! Não é um conceito aplicável ao coletivo. Tanto o que é legal, quanto o que está fora de moda também depende do olhar e do estilo de vida pessoal.

Conheço gente da moda (estou falando de gente estudiosa, que pensa a moda e forma opiniões fundamentadas) que acha brega usar calça justa, gente que abomina salto alto… E gente também “da moda” que ama essas coisas e repele outras. Falando em repelir, que tal a Leandra Medine do Man Repeller? (Umas das personalidades-fashion atuais mais adoradas e que tem um estilo que, como ela mesma diz, repele – no mínimo – os homens). **I love her!!**

Logo precisamos entender que o que funciona na nossa imagem, nem sempre funciona na alheia. E vice-versa.

Aproveitando o gancho, vivemos num tempo em que há uma valorização do bullying (existe desde que o mundo é mundo, mas digamos que ele foi gourmetizado!); A proliferação de grupos em redes sociais deu voz aos “haters”; e a gente quase acredita que o problema está em quem recebe as agressões.

(pausa para um exemplo que desencadeou essa reflexão: gente criticando a Bela Gil por mandar batata doce na merenda escolar da filha, alegando que a menina iria sofrer bullying por culpa da mãe, que seria melhor mandar uma bolacha recheada como fazem todas as outras mães!)

Peraí. O problema não está no “diferente” (se é que dá pra chamar assim) e sim na educação de quem o critica. Não temos que ser iguais a ninguém. Simplesmente porque não somos outra pessoa, somos nós mesmos e isso não mudará. E os outros também não serão a gente. Temos que aprender a respeitar e ensinar isso aos nossos filhos, a final, de alguma forma, quem agride o outro aprendeu que o que é diferente dele não é bom!

paz

Concluindo, eu só posso dizer o que é brega ou não, pro meu próprio reflexo no espelho!

A todos, um 2016 cheio de paz!

 

Leia mais:
Como o estilo acontece (pra todo mundo)
Uma conversa sobre os padrões de beleza (e sobre o combate a eles)
Vestir-se bem é sinal de boas maneiras (já dizia Tom Ford)
A beleza Inquestionável
Quem merece elogio levanta a mão!

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Uma conversa sobre os padrões de beleza (e sobre o combate a eles)

Em breve encerraremos nossa vida no pequeno ‘parênteses’ do tempo que nos cabe. Que tipo de marcas transformadoras vamos imprimir no mundo em que vivemos? Precisamos deixar ao menos o vestígio de que não fomos escravos do sistema social, de que vivemos uma existência digna e saudável, lutando contra uma sociedade que se tornou uma fábrica de pessoas doentes e insatisfeitas.”
Dr. Augusto Cury, em seu livro: A ditadura da beleza e a revolução das mulheres

 

Quando penso no combate à ditadura da beleza, a primeira empresa que me vem à cabeça é a Dove com sua “Campanha pela Real Beleza” – causa que, como Consultora de Imagem e MULHER, eu apoio, logicamente. E esse não é um assunto assim tão novo.
Mas tenho visto uma onda crescente de discussões e movimentos que vão em sentido contrário ao objetivo original.
Precisamos sim buscar uma boa relação com o espelho independentemente de como estamos, mas felicidade mesmo só existe com uma consciência tranquila.
Defendo a autoestima aliada à saúde do corpo, da alma e do espírito.
“Mens sana in corpore sano” não é apenas uma frase tatuada na insta-musa-fitness Gabriela Pugliesi. Nem tão pouco, apenas uma citação de um poema antigo. É uma filosofia de vida, adaptável a qualquer vida!
Escrevo isso porque o que vejo despontado como antídoto pra magreza opressora até então propagada, é praticamente uma apologia à obesidade.
Exposições de fotos sensuais de mulheres obesas têm sido amplamente divulgadas com a intenção de democratizar o conceito de beleza feminino. A princípio parece um discurso bonito, mas a obesidade é um mal tão grande quanto a anorexia, cujas portadoras ambas estão condenadas a sérios riscos de vida se não se tratarem.
Não posso defender isso.
O que a mídia que tem divulgado o assunto com essa abordagem está fazendo é continuar super valorizando a imagem e não o ser humano. Só mudou o foco.
Conheço mulheres magras e gordas (e vou dizer assim mesmo, sem diminutivos, porque parece que falar que alguém é extremamente magra é bom, mas as gordas precisam ser chamadas de “gordinhas”, pra não ofender… O que quero é que os dois estejam equilibrados nessa balança) e ambas saudáveis, fazendo exercício e se alimentando adequadamente.
Sou muito a favor das campanhas com modelos plus size, acompanho algumas como Gisella Francisca e Fluvia Lacerda que mostram o quanto ralam pra estar com a aparência saudável (e como causa ou consequência, o interior também está saudável), mas sem neuras, sem intervenções cirúrgicas, apenas amor (real) próprio.
Talvez seja preciso até quebrar um preconceito contra contratar um profissional de educação física e um nutricionista – preocupações (se é que dá pra chamar assim) que são vistas por alguns como vigorexia*, por gordos e magros que não se cuidam.
Estrutura corporal, biotipo, genética é uma coisa.
Relapso, descaso com a própria vida, compulsão e outros distúrbios é outra completamente diferente, que deve ser combatida com a mesma intensidade.

 fluvia-horz Editorial e Café da manhã de Fluvia Lacerda – Instagramgisella-horzEditorial e rotina de exercícios de Gisella Francisca – Instagram

*Vigorexia também é um distúrbio relativo à imagem, que também faz mal a saúde, e não é isso que estamos defendendo, né?!

 

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Ser mãe está na moda

Esqueçam as bolsas de mão! Perceberam que o acessório mais fofo com o pretinho básico da Dolce e Gabbana era um bebê?
Comentário da Suzy Menkes em sua página no instagram.

Tudo bem que dada a minha situação atual eu ando um pouco emotiva. Mas o desfile de Dolce e Gabbana, que acabou de encerrar na edição de inverno da Milan Fashion Week, foi um dos que mais me emocionou – e causou muitos comentários nas redes sociais.

Na passarela, vestidos bordados com frases como “Pra mamãe mais bonita do mundo” e “Eu te amo mamãe” em italiano, inglês e francês e estampados com desenhos infantis (aqueles que eles trazem da escola com o maior orgulho), modelos grávidas ou desfilando com bebês e crianças, foram uma homenagem dos estilistas a todas as mães e à maternidade.

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Fonte: Style.com

Pra mim o desfile teve um significado muito maior.

Foi uma homenagem à família (tão esquecida, ou talvez até abafada ultimamente). E à mulher.

Se existe o tal do “empoderamento feminino” é este: o poder que nós temos de dar a vida! E de administrar uma família, dando (e recebendo de volta) esse amor.

Combinando com a campanha que está acotecendo no Facebook #nãoaoaborto!

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