Cadê a criatividade que estava aqui?

“Thinking differently, taking risks + changing the approach is the only way to be creatively modern and make a difference”.

Do twitter da @francasozzani

É bem clichê dizer que devemos ser como crianças, não é? Ontem, diferentes versões dessa frase apareceram na minha timeline do FB. Sinceridade, alegria, pureza… são atributos cada vez mais “infantis” no mundo moderno, e parece que quanto mais admiramos as crianças, mais longe estamos de ser como elas.

Hoje aproveito a data pra falar de mais uma característica que pra muita gente ficou limitada ao passado: a criatividade!

Invariavelmente, crianças são criativas. Se hoje você não se acha criativa, lembre-se de que um dia você já foi.
Um dia você já brincou com um rolo de papel higiênico como se fosse um bracelete com super-poderes ou colocou a roupa da Barbie pra “lavar” num toca-fita… (experiências pessoais. kkk)

Percebi que a criança vê além dos significados impostos às coisas. Ela atribui seus próprios significados aos objetos. Conforme o interesse e necessidade dela.
Aí ela cresce e os adultos a ensinam que carros só existem se tiverem 4 rodas, que eles não voam, nem nadam. Assim elas passam a “precisar” de um avião ou um submarino pra poderem continuar a brincadeira.

Agora, volta pro mundo adulto.
Se você entra numa loja, vê um vestido tomara que caia incrível, prova e acha lindo apesar de precisar de alguns poucos ajustes e então a vendedora diz: “ah, não… isso é uma saia!” E você frustrada e envergonhada devolve a peça e vai embora em busca do vestido perfeito.

Pára tudo!

Quem deu mais importância a coisas do que à sua vida, seus interesses e necessidades? Por que não experimentar as coisas dando a elas o significado que faz sentido pra você?
Somos incomparavelmente mais importantes do que as coisas que temos. Trabalhamos pra ter nosso dinheiro, somos nós quem manda no que ele compra e pra que serve o que compramos.
Objetos existem e são feitos para utilidade nossa e não o contrário.

Na minha casa saias viram blusas, canecas viram vasos de planta, louças bonitas (e tantas vezes pouco usadas na mesa) viram saboneteiras. E assim eu me cerco de objetos que realmente têm utilidade na minha vida, que me proporcionam um visual único e me libertam de ter que comprar coisas novas muitas vezes.

Que tal parar de cumprir os mandamentos que a propaganda, a mídia e a sociedade nos impõe a respeito de coisas e começar a dar significado novo ao que está parado na nossa casa?

Resulta em impacto na nossa criatividade, na sensação de liberdade e exclusividade, no nosso bolso, na natureza (menos embalagens dispensadas, menos lixo, menos gases poluindo o ar)…

Procura um criança perto de você pra se inspirar!

colar

Colar que eu criei a partir de 3 cintos que tinha em casa :)

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Cuidado com as dicas de moda por aí!

Sugiro um cuidado ao assistir programas de “dicas de moda” e ao ler as revistas por aí.

Estes são veículos primordialmente comerciais e raramente feitos por pessoas que priorizam a imagem e a FELICIDADE das leitoras / espectadoras.

Esses dias uma apresentadora (não vou citar nome, mas não é ninguém mais do que uma socialite com um programa) indicou uma mini saia justa como uma roupa apropriada para escritório e ambientes formais, só porque a modelo estava usando com uma camisa!

Programas de transformação do estilo (que normalmente são feitos por consultores que estudaram) nem sempre respeitam a vontade dos participantes. A consultoria de imagem é um trabalho muito mais profundo, dificilmente feito em poucos dias. Não pode ser feito apenas com base num estereótipo que o consultor julga ser melhor para o cliente. É um trabalho em conjunto, exige muita troca de informações entre cliente e consultor durante todo o processo e uma sensibilidade aguçada do consultor (porque é bem comum o cliente não saber dizer que imagem quer ter). Jamais deve se impor mudanças que o cliente não vai entender – Embora vejamos uma mudança positiva, se o cliente não gostar e não se reconhecer na nova imagem, ele também não vai conseguir manter. E aí o trabalho vai por água abaixo.

E aí quem dá crédito pra este tipo de informação pode entrar numa furada. Não é pouca gente que pensa que a TV valida tudo o que é veiculado pelas emissoras.

Algumas revistas de moda também podem confundir mais do que ajudar. A moda em si é para quem pretende estar o tempo todo antenada e ter o visual do momento, mais do que valorizar a própria forma e estilo. Tendências de moda são diretrizes que auxiliam os ESTILISTAS em relação ao que vai VENDER. Logo, seguir a tendência de olhos fechados não é mais do que cair numa pegadinha comercial, pois em 6 meses a tal peça do momento já perdeu a graça, você perdeu seu dinheiro e terá que comprar a nova tendência (é assim que o mercado se sustenta).

Folhear as revistas e assistir a estes programas é um bom exercício para o olhar, mas não deve ser levado à risca.

Vale muito mais se conhecer e usar a sua roupa para comunicar algo verdadeiro sobre você.

Leia mais:
O que eu penso sobre os blogs de “look do dia”
Quem é você?
A beleza inquestionável
Defeito: tenha o seu!
Qual o formato do seu corpo?

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Should it stay or should it go?

Eu sempre brinco com os casais de noivos dizendo que o espaço do closet não pode ser dividido igualmente entre o homem e a mulher. Na verdade eu brinco pra que o marido já vá se preparando, por que é muito injusto querer que a mulher coloque todas as suas coisas no mesmo espaço ou tenha a mesma quantidade de coisas que o marido (apesar de que já vi guarda-roupas onde o homem tinha mais!). A proporção é mais ou menos 1×3:

Masssss mulherada, não se animem tanto! Sufocar o espacinho do marido com coisas em excesso também está proibido! E se você não é casada não ache que está livre dessa. Closet abarrotado, com milhões de peças espremidas, gavetas que nem fecham e sapateira onde não entra nem mais uma palmilha não é bom pra ninguém!

Se suas roupas pudessem, elas fariam uma rebelião e colocariam fogo no seu sapato mais caro!

Primeiro por que coisas em excesso, apertadas num espaço, te impedem de ver o que você tem! É IMPOSSÍVEL que você use tudo o que tem guardado, é impossível compor looks legais quando se tem que tirar duas pilhas de roupa da frente pra ver o que está lá atrás, é super difícil de manter a organização quando se tem coisas demais e é mais difícil ainda fazer uma mala de viagem que funcione no meio dessa bagunça.

Eu já comprovei: As clientes que mais têm roupa no armário são as que sempre estão vestindo a mesma coisa!

Em segundo lugar, suas roupas tão amadas sofrerão de envelhecimento precoce. O atrito no tecido é o causador do “peeling” (que são aquelas bolinhas que se formam principalmente em malhas e tricôs), e onde tem muita roupa, tem muito atrito – o que vai acelerar o processo. O atrito também é um dos principais responsáveis por furinhos em malhas, aqueles que você acha que são culpa das traças. (PARÊNTESES: se as suas blusas estão fazendo furinhos na barriga a culpa é do cinto de segurança do carro!!! Revelação de hoje pra você!).

Sem falar que o acúmulo de coisas impede a circulação de ar entre as peças e é um banquete para o mofo.

Sapatos apertados uns contra os outros (ou um em cima do outro) riscam e mancham. Bolsas idem.

Agora é a hora de pensar de que adianta ficar apegada a coisas que só estão lá estragando, dificultando o seu dia a dia, fazendo mal até pra sua saúde. Fazer uma boa limpa de guarda-roupa traz uma leveza incrível, acredite!

Ó um guia bem fácil de seguir:

Semana passada o programa Santa Ajuda da GNT deu uma mãozinha pra uma dessas acumuladoras. O episódio fica disponível pra assistir aqui (se você tiver cadastro no GNT Play) ou pelo NOW.

 

Leia mais:
Adeus peças paradas no armário!
Compra inteligente nas férias
Como economizar com as compras
Comprar muito gastando pouco não significa comprar bem!

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