Uma conversa sobre os padrões de beleza (e sobre o combate a eles)

| Beleza, Dizem por aí, Nutrição, seja você mesma
Liliane Lau
Em breve encerraremos nossa vida no pequeno ‘parênteses’ do tempo que nos cabe. Que tipo de marcas transformadoras vamos imprimir no mundo em que vivemos? Precisamos deixar ao menos o vestígio de que não fomos escravos do sistema social, de que vivemos uma existência digna e saudável, lutando contra uma sociedade que se tornou uma fábrica de pessoas doentes e insatisfeitas.”
Dr. Augusto Cury, em seu livro: A ditadura da beleza e a revolução das mulheres

 

Quando penso no combate à ditadura da beleza, a primeira empresa que me vem à cabeça é a Dove com sua “Campanha pela Real Beleza” – causa que, como Consultora de Imagem e MULHER, eu apoio, logicamente. E esse não é um assunto assim tão novo.
Mas tenho visto uma onda crescente de discussões e movimentos que vão em sentido contrário ao objetivo original.
Precisamos sim buscar uma boa relação com o espelho independentemente de como estamos, mas felicidade mesmo só existe com uma consciência tranquila.
Defendo a autoestima aliada à saúde do corpo, da alma e do espírito.
“Mens sana in corpore sano” não é apenas uma frase tatuada na insta-musa-fitness Gabriela Pugliesi. Nem tão pouco, apenas uma citação de um poema antigo. É uma filosofia de vida, adaptável a qualquer vida!
Escrevo isso porque o que vejo despontado como antídoto pra magreza opressora até então propagada, é praticamente uma apologia à obesidade.
Exposições de fotos sensuais de mulheres obesas têm sido amplamente divulgadas com a intenção de democratizar o conceito de beleza feminino. A princípio parece um discurso bonito, mas a obesidade é um mal tão grande quanto a anorexia, cujas portadoras ambas estão condenadas a sérios riscos de vida se não se tratarem.
Não posso defender isso.
O que a mídia que tem divulgado o assunto com essa abordagem está fazendo é continuar super valorizando a imagem e não o ser humano. Só mudou o foco.
Conheço mulheres magras e gordas (e vou dizer assim mesmo, sem diminutivos, porque parece que falar que alguém é extremamente magra é bom, mas as gordas precisam ser chamadas de “gordinhas”, pra não ofender… O que quero é que os dois estejam equilibrados nessa balança) e ambas saudáveis, fazendo exercício e se alimentando adequadamente.
Sou muito a favor das campanhas com modelos plus size, acompanho algumas como Gisella Francisca e Fluvia Lacerda que mostram o quanto ralam pra estar com a aparência saudável (e como causa ou consequência, o interior também está saudável), mas sem neuras, sem intervenções cirúrgicas, apenas amor (real) próprio.
Talvez seja preciso até quebrar um preconceito contra contratar um profissional de educação física e um nutricionista – preocupações (se é que dá pra chamar assim) que são vistas por alguns como vigorexia*, por gordos e magros que não se cuidam.
Estrutura corporal, biotipo, genética é uma coisa.
Relapso, descaso com a própria vida, compulsão e outros distúrbios é outra completamente diferente, que deve ser combatida com a mesma intensidade.

 fluvia-horz Editorial e Café da manhã de Fluvia Lacerda – Instagramgisella-horzEditorial e rotina de exercícios de Gisella Francisca – Instagram

*Vigorexia também é um distúrbio relativo à imagem, que também faz mal a saúde, e não é isso que estamos defendendo, né?!

 

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2 Comentários

  1. Posted 24/03/2015 at 1:50 | Permalink

    Adorei o post e os pontos que vc apresentou. Seu blog tem conteúdo de qualidade. eu adoro <3

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